viernes, 14 de febrero de 2014

Festival Hyntiba Rojo - Domingo 16 de Febrero



Programación:

★Primer Panel “Cultura de las hinchadas populares”. Moderador: Diego Gonzalez★

2:35 pm “Productividad e hinchadas populares” por Diego Karachas. Coordinador IPES
02:42 pm “El deporte y las hinchadas populares” por Javier Suárez- Director IDRD
02:50 pm “Organización por parches en las hinchadas populares” por Jonathan Yepes. Bosa Academia
02:58 pm “Futbol y Progreso” por Alexander Cely. Lgars
03:05 pm “Experiencia de Publistore Bogotá” Jonathan Rodríguez 

★Segundo Panel “Identidad e hinchadas populares”. Moderador: Christian González★ 

03:05 pm “Lo que es una Barra brava” por Carlos Niño. LGARS
03:12 pm “El origen capitalista del fútbol y su uso como arma de entretención masivo” por Diego Ardila Maldonado. Aldea de Paz Bakatá. Lgars
03:20 pm “Las gradas hablan lo que el capitalismo calla: Rebeldía y contracultura” por Pedro Malasangre. La Nueva Historia
03:28 pm “Acercamiento del deporte a las drogas: casos emblemáticos” por José Manuel Marín. La Nueva Historia
03:48 pm “Santa fe y su hinchada” por Wilson Gutiérrez D.T. Independiente Santa fe 

★03:42 pm”Movimiento Internacional de Odio Eterno al Fútbol Moderno” por FÚTBOL SUBVERSO (Invitado especial)★

4:15 pm Bandas invitadas
04:30 pm SinvergüenzaX (punk)
04:50 pm Fe Ciega (rock santafereño)
04:10 Alianza calle x calle

Frente a la Casa de la Cultura:

- Olla Comunitaria. Parque Fundacional de Fontibón. 
- Venta de productos santafereños
- Exposición Collage fotografías Lgars-La Nueva Historia
- Mural público (Uno para niños y otro para adultos)
- Títeres
- Show de Trompos por Daniel Ibargûen

martes, 11 de febrero de 2014

Los Gavioes Da Fiel y su carácter político contestatario

O ano era 1969. Vivíamos sob a ditadura, mais precisamente na época da chamada “linha dura”, com Costa e Silva no poder. Um ano havia se passado desde 1968, quando revoltas, principalmente estudantis, recrudesceram tanto a oposição quanto o governo. Veio o AI-5, e a censura, a repressão e a tortura se espalhavam por todo o país.
Em meio a tudo isso, em São Paulo, o clube de futebol mais popular do Estado enfrentava a sua própria crise: há 15 anos sem títulos, o Sport Club Corinthians Paulista vivia também outra ditadura, particular. Wadih Helu, há mais de década no poder, fazia o que queria com o departamento de futebol profissional. Até que um grupo de torcedores que se encontrava nos jogos do time desde 1965, liderados por Flávio La Selva, resolve fundar uma torcida organizada, a primeira do Brasil, apoiada estruturalmente nos moldes dos clubes de bairro e ideologicamente na efervescência de idéias de luta por liberdade que inundava o país. Tinha início, em 1º de julho, a Gaviões da Fiel.
O release oficial da Gaviões, encontrado no sítio na internet da torcida – www.gavioes.com.br – e escrito por Roberto Daga, sócio número 3, diz exatamente que ”(…) um grupo de corinthianos autênticos que vieram a se conhecer nas gerais dos estádios onde o Corinthians se apresentava (…) movidos pelo ideal de colaborar com a vida do clube, não só incentivando o time, mas também participando efetivamente da vida política administrativa do Sport Club Corinthians Paulista (sic)” deu início à Gaviões. Um início que já se colocava como político, onde o “(…) ideal de participação nada mais é do que o exercício do direito de influenciar, e dar aos mandatários do clube, a legitimidade ao mandato exercido, e ao mesmo tempo obrigá-los à cumprir os verdadeiros anseios na Nação Corinthiana (sic)”. Começava a história do grupo que, anos mais tarde, traçaria como seu mote “lealdade, humildade e procedimento”. É sobre o procedimento, entendido pela Gaviões como a postura a ser tomada frente ao Corinthians e seus problemas, que falaremos aqui.
Hoje, junho de 2009, às vésperas do quadragésimo aniversário da torcida, o que inunda as manchetes de jornais pelo país é a notícia de que uma “dissidência violenta” da Gaviões teria provocado uma emboscada a torcedores do Vasco da Gama, em dia de jogo entre este e o Corinthians pela semifinal da Copa do Brasil, que terminou na morte de um torcedor corinthiano. Já questionada e refutada por grande parte da mídia, graças ao esforço de jornalistas independentes que fizeram o serviço de apurar os fatos e colocar o lado dos torcedores na história, a versão da mídia para o acontecido abre a possibilidade de um debate sobre o lugar atual do caráter político que a Gaviões da Fiel buscava exaltar em sua criação. Para isso, antes de mais nada, cabe identificar a dita “dissidência violenta” noticiada pela grande mídia.
Desde 1975, a Gaviões da Fiel participa do Carnaval paulistano, primeiro enquanto bloco, e depois – a partir de 1989 – enquanto escola de samba. Essa participação, além de ter sido fundamental no crescimento do número de associados da torcida, hoje com o maior quadro de sócios do país, modificou as estruturas de poder e de interesse de seus membros, principalmente alguns de seus dirigentes. O Carnaval mexe com dinheiro, muito dinheiro, tanto entrando quanto saindo. O que se configurou, então, foi uma gradativa divisão, a princípio não tão nítida, depois bastante clara e opositora, entre os interesses da escola de samba e os interesses da torcida de futebol. Grupos que defendiam os dois lados passaram a se opor sobre os rumos da Gaviões, tanto politicamente quanto economicamente. E essa divisão começou a ser posta à prova há mais de dez anos. Na década de 90, um episódio de confronto dentro de campo entre torcedores de torcidas organizadas de São Paulo e Palmeiras, após um jogo de juniores das duas equipes, desencadeou uma série de ações restritivas às torcidas organizadas no estado de São Paulo. Boa parte delas foi juridicamente fechada, o que não as impediu de existir mesmo que sem suas camisas e com bandeiras sem seus nomes, mas com seus ideais. A Polícia passou a acompanhar e controlar a atividade das mesmas, principalmente dentro do estádio. E as organizadas foram forçadas a mudar a toada de suas canções e ações.

No caso da Gaviões, no lugar dos cânticos de extermínio ao rival, entram os gritos de apoio ao Corinthians e questionamento do poder do Estado, mesmo que indiretamente: ao invés de “Morumbi ela domina, Pacaembu ela destrói / No Rio ela detona qualquer um que ela encontra / Não tenho medo de morrer / Eu dou porrada pra valer / Eu amo essa torcida e o nome dela eu vou dizer / Como é que é? / Gaviões – Fiel! / Eu sou / Da Gaviões, eu sou / Vou dar porrada, eu vou / E ninguém vai me segurar”, temos “Contra todo ditador que no Timão quiser mandar / A Gaviões nasceu pra poder reivindicar / Os direitos da Fiel que paga ingresso sem parar / Não temos medo de acabar/ Corinthians joga, eu vô tá lá / Nossa corrente é forte e jamais se quebrará / Pelo Corinthians / Com muito amor / Até o fim / Gaviões – Fiel! / Eu sou / Da Gaviões, eu sou / Corinthians joga, eu vou / E ninguém vai me segurar”.
A repressão, portanto, acaba forçando as organizadas a se repensarem para sobreviver, e isso vai para além dos cantos de estádio: na forma jurídica, refundadas enquanto escolas de samba, as torcidas encontraram um meio de não poderem ser fechadas pelo Ministério Público. O Carnaval ganha espaço e importância. A oposição interna da Gaviões, então, volta a aparecer. E cinco anos atrás, passa por um teste de fogo.
O Corinthians vivia sob nova ditadura, desta vez de Alberto Dualib, quando, no final de 2004, fechou parceria escusa com um empresário iraniano. Kia Joorabchian, ligado à máfia russa, veio ao clube com a promessa de montar um “supertime”. A Gaviões, então, vivenciou um quase-racha entre aqueles que apoiavam a parceria e aqueles que eram contrários a ela. Dois anos depois, Kia, Dualib e o Corinthians preenchiam as páginas policiais dos jornais, com o iraniano sendo procurado pela Polícia Federal e tendo a prisão preventiva decretada. O clube, sem dinheiro e sem jogadores – os grandes craques, com a turbulência, foram levados para a Europa -, acabou o ano de 2007 tendo sido rebaixado para a segunda divisão do campeonato nacional pela primeira vez em sua história. Nas arquibancadas, entretanto, uma vitória: reunidos momentaneamente pelo momento de crise, os torcedores criaram a vitoriosa campanha “Fora, Dualib!”, que tirou o mandatário e sua diretoria do controle do clube, provocou uma mudança estatutária para impedir a reeleição infinita e recolocou a administração sob os olhares atentos dos torcedores.
No Carnaval, entretanto, confusões jurídicas e econômicas entre a Gaviões, a Liga das Escolas de Samba de São Paulo e a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão dos desfiles, causaram finalmente a ruptura entre os opositores do Carnaval enquanto atividade principal da entidade e os defensores do mesmo. Derrotados em eleição interna da torcida, os opositores – os mesmos que no começo da década realizaram uma aproximação da Gaviões com movimentos sociais, notadamente o MST e os movimentos de sem-teto – fundaram o Movimento Rua São Jorge, composto por diversas lideranças da torcida e outros membros insatisfeitos com a condução da entidade, cujos dirigentes sofriam acusações de corrupção e de colocar interesses individuais à frente dos coletivos, incluindo aí suspeitas de envolvimento de alguns deles com algumas das muitas máfias que rondam o meio do futebol. Passando a se encontrar em frente ao Corinthians, na rua São Jorge, para ir aos jogos, os membros do Movimento se tornaram alvo fácil para as outras organizadas a partir do momento em que não constituem juridicamente uma nova torcida e, por conta disso, não contam com proteção (?) policial em dias de jogos. Por conta dessa exposição, acabaram por alugar uma sede própria, que não serve como uma desculpa para fundar uma nova torcida – afinal, todos eles têm orgulho e fazem questão de afirmar que são Gaviões da Fiel –, mas como ponto de encontro de torcedores que antes se concentravam em bares na frente do Corinthians.
Num cenário em que a sociedade deteriorou de tal maneira os espaços públicos e coletivos a ponto de que as disputas entre torcidas saíram cada vez mais do nível simbólico para alcançar o nível do confronto físico pela ocupação de um espaço que é, no cotidiano, alheio às duas, o envolvimento da Rua São Jorge em confusões violentas – as quais nem sempre provoca, mas nunca evita, conforme o código de conduta informal que rege o comportamento das torcidas organizadas – serve como prato cheio para desvirtuar aquilo que o movimento tenta construir: um fórum nacional de torcidas organizadas que busque combater a crescente onda repressora e opressora nos estádios brasileiros, que vai desde proibições e arbitrariedades quanto a bandeiras com frases políticas à exclusão e segregação dos torcedores organizados em determinados setores do estádio. Foi nesse sentido que a Rua São Jorge organizou o I Seminário da Rua São Jorge, em março deste ano, para não só explicar a ideologia do movimento mas discutir, nas palavras do release do evento, “as experiências e organização dos movimentos sociais brasileiros e a organização do movimento Rua São Jorge junto ao processo de extinção das torcidas organizadas e a elitização do futebol”.
Se, em 1979, dez anos depois de fundada e ainda sob a ditadura militar, a Gaviões da Fiel – que a essa altura já tinha conseguido depor Wadih Helu do comando do Corinthians em um episódio chamado de Revolução Corinthiana – estendia uma faixa com os dizeres “Anistia ampla, geral e irrestrita”, em 2009 o Movimento Rua São Jorge busca resgatar este caráter político e contestador da torcida organizada de futebol. Em meio a isso, sofre com a violência – e revida com ela da mesma maneira esquizofrênica com que é atacado – de outros grupos torcedores, muitas vezes dominados por máfias ou influências políticas, e da mídia, da Polícia e do Ministério Público, que não os reconhecem e os marginalizam da mesma forma com que marginalizam outros movimentos sociais por aí e com que espancavam e prendiam membros da Gaviões – e de outras organizadas – que nos anos de chumbo ousavam cantar e dizer contra a ditadura. Afinal, são anos de tratamento animalesco por parte do poder público, e durante esses anos a cultura da violência cresceu de tal forma que não é possível ser terminada de uma hora pra outra, ou por meio de medidas ainda mais autoritárias como as que vemos acontecer dia após dia – chega-se ao cúmulo de propor jogos com torcida única. O problema da violência não é exclusividade do futebol e muito menos caso de polícia: sua ordem é maior, social, intrinsecamente ligada ao processo de expansão espacial do capital que se deu no Brasil aceleradamente da década de 50 em diante.

O futebol, por seu caráter aglutinador de massas, consegue proporcionar espaços propícios a todo tipo de experiência política coletiva. A maioria delas é cooptada e orientada no sentido do capital, que vai em busca de uma “limpeza” das arquibancadas com vistas à Copa do Mundo de 2014, que aqui será realizada. Mas é engano dos mais terríveis pensar que as torcidas organizadas são apenas agrupamentos bélicos que buscam exterminar um ao outro: em recente audiência pública na Câmara dos Vereadores em que reclamavam a volta das bandeiras com mastro de bambu aos estádios paulistas, banidas há mais de década, os dirigentes das principais organizadas do estado, cansados da enrolação parlamentar, fecharam o encontro dizendo que, se não tiver conversa, deveriam se unir para chegar em 2014 fortes o suficiente para “roubar todos os turistas e botar fogo nessa merda (sic)”. A violência do capital, portanto, encontra reflexo à medida que se recrudesce, e o autoritarismo força os torcedores a repensar suas práticas, criando a possibilidade de surgimento de outras estruturas e outras idéias e ações como as que o Movimento Rua São Jorge tenta organizar.
Até 2014, o movimento dos torcedores organizados terá um grande desafio: superar a esquizofrenia do aniquilamento mútuo em nome de sua própria sobrevivência. Entretanto, para isso, precisa conseguir criar algo forte o suficiente para não só sobreviver, mas abrir espaço para se auto-afirmar enquanto movimento social nas cada vez mais excludentes arquibancadas deste país. Parte deste desafio passa por uma revisão de suas estruturas e de suas alianças. No caso da Gaviões, entre o MST e o espectro das máfias organizadas, há um abismo que pode decretar a falência ou a reorganização do ideal de “procedimento” que, desde sempre, norteou as ações da torcida.
Hoje, o Movimento Rua São Jorge representa a possibilidade transformadora desse ideal. Resta torcer e, na medida do possível, colaborar e participar para que a violência – em todas as suas formas, do preço do ingresso ao confronto físico com outras organizadas – não acabe por reduzir esse potencial ao nível das disputas sangrentas por poder.
Cortesía: Anarcorinthians

Da educação e do consumo exclusivo - Anarcorinthians

"Já que não deu educação pro povo, então desce o porrete e prende todo mundo". É assim que, passados séculos da formação desse país, circundado por outros tantos séculos de História de outros povos que vieram tomar parte desta formação, está pensando o fascistóide destes tempos. Tem a coisa do rolêzinho, tem a coisa de espancar viciado, tantas outras coisas já bem assentadas no imaginário - que já alçaram a condição de determinantes culturais - e vamos ter o pior semestre de nossas curtas vidas. Está chegando a hora do "espetáculo" da copa. É a prerrogativa maior que um fascistóide precisa, e o subproduto de tudo o que está sendo provocado com as ações do governo, das iniciativas "privadas", será sentido por muitas décadas.

Mas ainda não adianta ficar falando sobre isso, e ninguém está prestando atenção a essas coisas. No instante do presente não há espaço para o horizonte futuro enquanto a lógica do capital/consumo envolver toda e qualquer relação humana/natural. É simples assim, não é papinho de "marxista", e só fere a consciência de quem as rédeas da culpa disso tudo no coraçãozinho oco e apodrecido - os fascistóides que acham que estão "se dando bem". O "enriquecimento" do "capitalista" depende da miséria da população, e isso assim se constitui politicamente desde que descemos das árvores.

Ora, quando um associado sai do Clube com seus filhos, depois de um dia de piscina e conversas, e é "obrigado" a apresentar a carteirinha para SAIR, o que é que está acontecendo? Justamente isso que está sendo descrito acima, com roupagens próprias - pois cada caso é um caso. No caso, o segurança fez o papel de "leão de chácara" dos rozembergues que assolam o Corinthians no lugar do velho traidor e em nome do preibói iraniano e tudo o que ele representa.
A mesma lógica está no cambismo terceirizado dos ingressos. E o Corinthians segue sendo o próprio Brasil visto por dentro. No caso do associado, que entrou no Clube por biometria, sem necessidade de carteirinha, apresentar esta para sair está fora do sentido da própria "modernidade" - o que denota o fato dela ser usada para sustentar discursos próprios de fascistóides, na ocasião em que for necessário, e não tem imbuída em si mesma o caráter que se pretende expresso no momento do uso - ao mesmo tempo que condiz com o que pensam os rozembergues "modernetes". A Charada de Jorge ninguém ainda solucionou.

Pode-se até duvidar do Libertarismo dos Primeiros Corinthianos (o ceticismo é salutar, Camarada, no entanto, o é sempre dentro dele mesmo e nunca pra fora, jogado por jogar, sem método ou meta a não ser de ataques infundados), pode-se e deve-se exigir a documentação histórica que comprove este ímpeto protagonista formador e poderoso, mas fascistóide rozemberguiano jamais conseguir negar a prerrogativa inclusionista que é a base desse ímpeto protagonista. Ela possui uma natureza simples demais para que se possa fragmentar ou ocultar, de forma que o associado que sofreu a velada "exclusão", no episódio descrito, pudesse ser um Doutor partidário das "modernizações" promovidas pelos próprios rozemberguianos. No final das contas, o "capitalismo" é só a socialização da exclusão, e é isso que o discurso da "modernidade" favorece.
Daí a necessidade, também, dos rozemberguianos se igualarem aos outros clubes historicamente exclusivistas (que, por suas vezes, tendem a se igualar com o caráter inclusivista que o Protagonismo dos Primeiros Corinthianosproporcionou). O negócio do "puteiro" (que pimpaulinhos ridiculamente adoraram) numa das revistinhas mais bambi que existem, por exemplo; como é que os "radicais" sempre chamaram a madame e seu privadão? De puteiro. O marqueteiro acha que não dá ponto sem nó!
E tem a copa, tem o estádio envolvido e envolvendo o Clube, e todo esse subproduto, uma máquina de fazer dinheiro sustentada por uma paixão que, dentro dessa lógica capital/consumo se esvazia - e alienado não entende nem percebe. O futuro não é somente duvidoso. O presente também o é. O escândalo do momento, da cracatua de plástico e o dinheiro que sumiu Catalunha afora, escancara toda essa lógica, mas não é isto que se discute na "mídia" (ah, se fosse o Corinthians...). Pois você precisa estar conformado, leitor. Não poderá nunca duvidar do capital. E assim caem mandatários e o sistema se reforça, se defende. O buraco afunda.

Começa o ano, numa Final de Copinha, com duas rodadas de Paulistão vencidas, promissor no Futebol. Técnico novo iniciando um novo trabalho, ou o que mais quiseram chamar, técnico novo promissor no aspirante, moleques raçudos na base, e tudo parece mais lindo ainda com Itaquera revolucionada pelo estádio tão sonhado desde o mutirão da Ponte Grande. É tudo uma Charada, ainda, e precisamos mudar muita coisa fora do Clube (e na sociedade...) para entender o que acontece agora, há algum tempo, que determinará um futuro duvidoso. Quem acha que tudo tá muito bom, ótimo - sorria agora. Comemoraremos este ano, com certeza, e mais certeza ainda é que sofreremos. E o que um protagonista faz, no fim das contas, é sofrer - para o sofrimento da anticorintianada que não quer compreender isso, em sua antinaturalidade peculiar.

Boa sorte para tod@s @s Corinthian@s, São Jorge nos guarneça hoje e sempre.
Saravá São Jorge que Ele vai nos ajudar

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!

Cortesía: Anarcorinthians

jueves, 30 de enero de 2014

Comando Sur del club Alianza Lima recuerda hermandad con chilenos

En el marco del fallo de La Haya por el litigio fronterizo entre Perú y Chile, "Comando Sur" recordó que el Colo Colo brindó ayuda a su club tras una tragedia aérea sufrida en 1987.


La Corte Internacional de Justicia de La Haya dictó sentencia respecto al litigio marítimo entre Perú y Chile. Frente a esta situación, diversos sectores han brindado su apoyo a ambos países y han pedido también que se mantenga la calma y perdure la hermandad entre peruanos y chilenos.



Como parte de esta relación, Comando Sur, barra de Alianza Lima, recordó la tragedia del Fokker en 1987 y el apoyo del club Colo Colo de Chile a la institución blanquiazul.

Recordemos que el equipo chileno dio a préstamo parte de su plantel para que los aliancistas terminaran el torneo nacional luego de que falleciera casi todo su plantel deportivo y técnico.

Desde entonces existe una hermandad entre ambas hinchadas e instituciones.

A continuación el comunicado íntegro de Comando Sur:

"Dicen que los verdaderos amigos son aquellos que están en los peores momentos. Los que te demuestran en las malas que están contigo desinteresadamente. En ese sentido cuando sucedió la tragedia del Fokker en 1987, una mano amiga llegó desde el sur. Esa mano fue la del Colo Colo de Chile que marcó una hermandad que se ha ido acrecentando entre clubes e hinchadas.

Hoy que se va a leer el dictamen de la Corte Internacional de Justicia de La Haya, y ante las muestras de exaltado patrioterismo y nacionalismos absurdos, dejamos en claro que el Comando Sur rechaza dichas manifestaciones porque en todos estos años hemos ido conociendo el alma del pueblo chileno a través de la hinchada alba. Y encontramos que no hay diferencias porque al ser del pueblo tenemos los mismos sueños, anhelos, y hemos pasado por los mismos sufrimientos. 

Hemos compartido muchas cosas con los de la Garra Blanca, todo alentado por la pasión de dos hinchadas por sus respectivos clubes. En ese sentido donde un aliancista llegue, siempre encontrará a un colocolino que le dará la mano. Al igual que hemos hecho nosotros cuando los hinchas albos han pasado por el Perú.

Por eso no seguiremos esos falsos discursos que vienen de políticos oportunistas o de despistados revanchistas, que no hacen más que dividir a dos pueblos que pertenecen a una sola y gran patria que es Latinoamérica.

Todos esos que pecan de triunfalistas o de sentir orgullo por un fallo que no va a beneficiar a ninguno de nosotros, solo a los que vendrán con sus millones para depredar y contaminar el mar, no son más que tontos útiles de aquellos que siempre nos han mantenido en la opresión y la ignorancia. Y que si hay que luchar por una causa justa, no es contra un pueblo hermano, sino contra los que pretenden mantenernos divididos para que sigan flameando la única bandera en la que creen, la del lucro demencial. Y esos se encuentran tanto en Chile como en el Perú. Nos mantienen divididos para que se puedan llevar hasta lo que no tenemos.

Hacemos un llamado a nuestros hinchas de que no participaremos de estos actos. Y recalcamos que en 1987 se inició una amistad que se traduce en el lema “Alianza y Colo Colo, un solo corazón”, y que nada ni nadie va a poder resquebrajar. 

Porque los colores pueden ser distintos pero el pueblo siempre será el mismo.

Atentamente, 

COMANDO SUR
LA HINCHADA DE TODAS LAS SANGRES"

Tomado de: Futbol Rebelde

miércoles, 22 de enero de 2014

[FARC-EP] Saludo a la III Copa América Alternativa “Hombre Nuevo”

Correo llegado desde: prensa@pazfarc-ep.org

/La Habana, Cuba, sede de los diálogos de paz, enero 22 de 2014/


          *Saludo a la III Copa América Alternativa “Hombre Nuevo”*

Desde La Habana, sede de los diálogos de paz, la Delegación de Paz de
las FARC-EP envía un saludo fraterno y revolucionario a todos los
compañeros y compañeras que participan en la III Copa América
Alternativa “Hombre Nuevo” en la ciudad de Resistencia, República
Argentina.

Esta iniciativa, surgida de los movimientos sociales de Nuestra América
que reivindican el fútbol para la gente, nos alienta en la convicción de
que el deporte es un escenario para la expresión cultural y la
movilización social. Alegra ver que en esta Copa participan
representaciones de sindicatos y movimientos campesinos, de colectivos
barriales y estudiantiles, y no de los bancos, trasnacionales y mafias
que han corrompido al balompié.

Los guerrilleros y guerrilleras de las FARC-EP también practicamos el
fútbol en los momentos que nos deja la confrontación armada. Quisiéramos
de corazón participar con una delegación nuestra en la III Copa, pero
entenderán que el conflicto no nos lo permite. A través de este mensaje
esperamos que sepan que los acompañamos desde la distancia y les
deseamos muchos éxitos.

Por último, quisiéramos invitar a todos quienes compiten de la III Copa
a participar del Picadito por la Paz, una iniciativa surgida de la
invitación de Carlos “el Pibe” Valderrama y Mauricio “Chicho” Serna,
quienes nos retaron a jugar un cotejo por la paz de Colombia. Desde un
primer momento, recogimos la invitación e invitamos a toda la comunidad
futbolera interesada en la reconciliación de Colombia a participar. Aún
seguimos esperando la respuesta del Pibe

Reciban un gran abrazo.

*Delegación de Paz de las FARC-EP*

**

Brigada Azul Crema Antifascistas - América de México

HINCHAS ANTIFASCISTAS de la República mexicana, vengan y únanse a la lucha. Devuelvan el color a las gradas, devuelvan lo que para nosotros es pasión, es orgullo y gloria.

No más violencia absurda por parte de nosotros, ¿que ganas con quitarle a alguien más un trapo o un bombo? si, la violencia entre nosotros es inevitable porqué le da un poco de sabor a nuestro mundo, pero que se haga al menos CON CONCIENCIA. La Brigada Azulcrema hace esta invitación a quienes acuerden y pacten los códigos de respeto e ideologías mutuas.

ANTIFA HOOLIGANS & SUPPORTERS.
MIERDA A LA FEDERACIÓN MEXICANA DE FÚTBOL.
EL FÚTBOL ES TUYO Y MIO, NO DE LA PUTA INDUSTRIA.






martes, 21 de enero de 2014

La otra cara de la copa del mundo

Detrás de las obras para los megaeventos que recibirá el país en 2014 y en 2016, se profundizó una política de relocalización y desplazamiento de los sectores de menos recursos. ¿Necesidad o excusa?

La Articulación Nacional para la Copa del Mundo, un espacio que coordina a los ciudadanos que se organizan contra los efectos negativos del Copa del Mundo 2014  y los Juegos Olímpicos 2016 en 12 ciudades del país, ha relevado que unas 250.000 personas fueron desalojadas de sus hogares o están bajo la amenaza de serlo en un futuro cercano. ¿El motivo? Las obras de infraestructura que el gobierno de Dilma Rousseff impulsó para albergar los dos mayores eventos deportivos del mundo.
Los costos


Las obras emprendidas no son sólo para estadios, sino que también incluyen el mejoramiento de sus alrededores, los medios de transporte, aeropuertos, puertos, instalaciones para telecomunicaciones, seguridad, turismo, y diferentes instalaciones temporarias. Todo eso prevé un gasto de 25 mil millones de reales, o su equivalente, un poco más de 11 mil millones dólares, muy lejos de lo que gastaron Sudáfrica y Alemania en mundiales anteriores. 
Los gastos planificados sin embargo, posiblemente sean superados por obras que son modificadas sobre la marcha, o nuevos proyectos de última hora; por lo que la factura del Mundial de fútbol más caro de la historia podría crecer todavía más.
Nelma Gusmao de Oliveira, especialista de la Universidad Estatal del Sudoeste de Bahia(UESB) y autora del trabajo "El poder de los Juegos y los Juegos del Poder",  se refirió paraInfobae al caso de los Juegos Olímpicos Río 2016.
"El presupuesto presentado al Comité Olímpico Internacional (COI) era de aproximadamente28 mil millones de reales. Sin embargo ese monto ya fue totalmente superado. Aunque las autoridades han dejado de informar en cuánto superarán la cifra original, se calcula que ya hay gastados 20 mil millones de reales en obras que no habían sido contempladas", detalló.
De acuerdo con Larissa Araújo, vocera de Articulación Nacional para la Copa del Mundo, en cada una de las 12 ciudades que funcionarán como sedes del mundial de fútbol existenproyectos de obras específicas que son incluidas en la "Matriz de Responsabilidad del Mundial". Esta categoría, creada por el gobierno brasileño, permite un tratamiento especial en términos del proceso de licitación y también de cuestiones vinculadas a los permisos ambientales.
"Esta disposición permite justificar velozmente y sin tener que dar demasiadas explicaciones la violación de los derechos de los ciudadanos para la expulsión y el derrumbe de sus casas", detalla Araújo a Infobae.
La otra cara
Los sectores de menores recursos han sido los principales afectados por los desalojos para las construcciones de obras de los eventos deportivos. En la mayoría de los casos se han cometido graves violaciones a sus derechos, incluida la falta de notificaciones, las demoliciones nocturnas o el pago de indemnizaciones por debajo del valor de las propiedades.
Gusmao de Oliveira señala que detrás de la construcción de las obras, existe el objetivo explícito de expulsar a las clases bajas a las afueras de las ciudades mundialistas.
"Las obras son pensadas intencionalmente para construirse exactamente sobre los terrenos ocupados por barrios pobres y favelas. Una vez que los habitantes del lugar son desalojados, éstos no son reubicados en zonas cercanas como está previsto por la ley, sino que son expulsados a barrios alejados, hasta 60 kilómetros de distancia de sus hogares. Se trata de una clara 'limpieza social'", explica la especialista.
La organización Amnistía Internacional (AI) también se refirió a los desahucios como"innecesarios" y expresó en un comunicado que, en el caso de Río de Janeiro, donde se calculan unos 38.297 de desalojos, los Juegos Olímpicos fueron utilizados como una "excusa". 
La responsable de AI en Brasil, Renata Neder, denunció  a finales del 2013 que los terrenos de las favelas Vila Harmonía y Vila Recreio II, demolidas en 2010, continuaban vacíos. Allí vivían aproximadamente 500 familias.
Por su parte, si los habitantes que son desalojados no aceptan ser reubicados, el Estado les ofrece una pequeña suma de dinero que ronda los 2 mil doscientos dólares, muy por debajo del valor de mercado de su vivienda original, lo que los imposibilita a comprar otra propiedad en las favelas de las inmediaciones.
Los proyectos de infraestructura son tan ambiciosos que afectan incluso a los barrios acomodados de las ciudades. Allí, sin embargo, las intervenciones han sido mucho más cuidadosas.
"Al contrario de lo que ocurre en las favelas, en las zonas de más recursos se intenta evitar demoliciones y  generar el menor trastorno posible a los moradores", dijo Gusmao Oliveira.
Las manifestaciones de junio del 2013 contra el gobierno de Dilma Rousseff, tenían entre sus reclamos los exorbitantes gastos planificados para los megaeventos deportivos, entre otras cuestiones que en ese momento sólo se manifestaban de forma incipiente. El gobierno logró terminar con las movilizaciones, aunque su fantasma reaparece a medida que se acerca la fecha de apertura campeonato deportivo, en junio de 2014.

III Copa América Alternativa Hombre Nuevo - Resistencia, Chaco, Argentina



A los amigos de la Copa HN Chaco 2014, a menos de un mes del gran encuentro, comunico y vuelvo a informar novedades y propuestas a cerrar con respecto a la realización de la Copa:


1
Ya se tiene el lugar donde se jugarán los partidos y se alojaran los equipos y demás visitantes: camping de la Asociación de Veteranos de Futbol del Chaco (ubicado en acceso al aeropuerto internacional de Resistencia). Las canchas tienen iluminación, para que los partidos se jueguen de noche, debido a las terribles altas temperaturas que tenemos en estos días.

2
La Copa- Chaco 2014 tiene una dirección de correo, que será el único canal para que nos confirmen los equipos que vienen e inscripciones al torneo, ya sea equipos femenino, mixto o masculino. Cuenten en ese mail: cuantos vienen, fecha estimativa de arribo, un poco de historia de los equipo (¿cómo se fueron conformando? y su reflexión sobre el fútbol alternativo). 

El correo es
caa2014hombrenuevo@gmail.com

(• Acá en Resistencia se van sumando los equipos y prevemos organizar un ZONAL clasificatorio, con modo de eliminación directa, previo a la Copa, así no se entorpece el torneo oficial, con muchos equipos locales)

3
Al armado de la agenda cultural van ayudar los chicos de Colectivo Hombre Nuevo. Quienes quieran aportar con su música, teatro, proyecciones, escriban a:

colectivo.hombrenuevo@gmail.com

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Desde su anuncio oficial estos meses aprovechamos diversos espacios para la difusión, con la película bajo el brazo, teniendo en cuenta que no hay herramienta como esa para explicar el espíritu de la copa. También avanzar en los pedidos al gobierno de acá, con la perspectiva de que el estado brinde oportunidades para la realización del torneo que defiende el acceso al deporte como un derecho. 
Trabajamos al interior de nuestras organizaciones, con nuestros compañeros, sumándolos a la organización, con los que establecimos líneas generales de organización. Se asaron pollos para recaudar dinero con el objetivo de tener capacidad de autogestión, más allá de los gobiernos. En enero se intensificará el trabajo de comisiones. Se conformaron comisiones: de finanzas, prensa y difusión, de alojamiento, de fútbol y programa artístico.

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Se va garantizar cantina, seguridad, agua potable y fresca.

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Por último:

Sentimos la pérdida del Compañero Camilo Agudelo, colombiano que viajó desde Medellín a jugar con la Pelada de Esquerda la I Copa América Alternativa. Proponemos que se le rinda un homenaje en esta Copa, sabemos que sus compañeros de allá, estaban interesados en venir, si así es aportarían a dicha recordación.

En su edición 3ra, del año 2014, la COPA AMÉRICA ALTERNATIVA HOMBRE NUEVO se realizará en memoria a Camilo Agudelo.

Seguiremos informando de las novedades, seguimos en contacto, los esperamos a todos, Feliz nuevo año.

miércoles, 15 de enero de 2014

"Comida, no bombas". Orgullo Punk & Skin - Pumas de la UNAM





Actualmente los pueblos latinos son de los más pobres a nivel mundial y miles de jóvenes, señoras, niños buscan alcanzar "el sueño americano” tratando de llegar a los Estados Unidos buscando una mejor calidad de vida. Miles quedan en el camino. 

A pesar de los años, la lucha contra el hambre, la desigualdad social y el racismo no termina. La criminalización y violencia de estado va en aumento contra el pueblo

En México se le da más financiamiento a los militares y su aparato de espionaje que a los programas de apoyo a las comunidades, dejando en claro los grandes contrastes de la sociedad. 

La desigualdad social, el racismo, son formas de violencia del estado contra las comunidades y población en general 

Como OPS creemos que no es mediante los gobiernos como se puede combatir el hambre y la desigualdad social, creemos que la solidaridad y apoyo mutuo entre los de abajo es cómo podemos ir creando esas nuevas formas de convivencia y comunicación 

Desde las gradas antifascistas del OPS Los invitamos a sumarse a este esfuerzo contra el racismo llamado "comida no racismo" aportando un poco de nosotros para terminar con el hambre y la desigualdad, también como uno homenaje a todos esos luchadores sociales que han dado su vida por el pueblo" 
Tú puedes apoyar asintiendo a repartir alimentos, con una aportación económica acorde a tus bolsillos o cooperando con latas y alimentos no perecederos

Centros de acopio: 

Sábado 18 de enero 
Espacio anarcopunk del chopo (por donde tocan las bandas) a partir de las 13:00 hrs

Domingo 19 de enero
Metro miguel ángel de Quevedo a las 10:00 hrs 

Lunes 20 de enero A las 13:00 hrs 
Saliendo de la estación lechería del tren suburban

martes, 14 de enero de 2014

Picadito por la Paz

Por: Alberto Buitre (La Ciudad Deportiva)
El pasado 29 de noviembre,  las leyendas futbolísticas Carlos ‘Pibe’ Valderrama y Mauricio ‘Chicho’ Serna, lanzaron un reto a la guerrilla de las FARC-EP:  “Preparen un equipo para jugar un partido por la paz; si quieren allá en Cuba o aquí, donde sea, pero que preparen a gente bien porque el equipo de nosotros es muy bueno y fue a tres mundiales”.
Entonces por el país se comenzó a hablar del ‘Picadito por la Paz”. Una iniciativa a través de la cual una parte del fútbol colombiano alza su mano para decir sí a la conclusión de más de 40 años de guerra en este país. Un conflicto que  ha dejado más de 220 mil muertos,  5 millones de desplazados, 25 mil desaparecidos, 30 mil secuestros y más de 2 mil presos políticos. En La Habana, Cuba, una delegación de la guerrilla fariana y otra del Gobierno de Colombia, discuten en una mesa los términos de una pacificación que lucha por ser definitiva.
Desde la capital cubana, la delegación de las FARC-EP respondió positivamente al reto de las leyendas de Valladolid y Boca Juniors: “Juguémonos el Picado por la Paz en dos cotejos de ida y vuelta, la  primera aquí en La Habana, la segunda en el tradicional barrio de Pescadito, en Santa Marta, de donde salieron tantas glorias del fútbol nacional.”
Además de Pibe y Chicho, se maneja una lista de futbolistas que podrían participar. Entre ellos: Maradona, Chilavert, el ‘Diablo’ Etcheverry, Eric Cantoná, Alex Aguinaga, Ruud Gullit o Cristiano Lucarelli; además por invitación a los países que acompañan la Mesa de Paz,  el cubano Odelín Molina, el noruego Ole Solksjaer, el chileno Carlos Caszely y el venezolano Rafael Dudamel.
Aguinaga ya ha dicho que sí y faltan las respuestas positivas de los demás. Mientras, se pretende que sea un ‘picadito’ jugado también por mujeres, por lo cual, se ha invitado a futbolistas colombianas a participar del evento que es de “todo el pueblo colombiano”. Sin embargo, el Gobierno del presidente Juan Manuel Santos no se ha pronunciado al respecto, a pesar que algunos miembros de las barras bravas como Santa Fe y Millonarios, han convenido hacer lo propio para eliminar la violencia en las tribunas de los estadios.
A propósito, el blog colombiano Fútbol Subverso opina que sí es posible lograr la paz en Colombia a través del fútbol. Radicando la pasión futbolística en sus dirigentes populares y desdeñando la apropiación privada tanto de clubs, estadios y hasta hinchadas, podrían gestarse proyectos donde la niñez encuentre en este deporte un camino lejos de la violencia.
“Al fútbol lo pueden relacionar con lo que pasa en la sociedad, y hasta en lo histórico porque el fútbol es tan poderoso que los fascistas lo han usado a su favor. Por eso es que nosotros debemos retomar ese fútbol, que nació entre lo popular, y es hacer memoria también a través del fútbol. Entonces no sólo es una herramienta que nos va a servir para la lucha, sino a trabajar con la gente, escuelas con los niños, en trabajo colectivo”, declararon Pancho y Pancha, miembros del portal.
En una conversación con este articulista, sostienen la consigna que el fútbol colombiano, como todo aquel administrado por la FIFA,  es un “fútbol dictadura”. Ahí, a la hinchada se le imponen condiciones para vivir su pasión siempre a costa de su bolsillo y de su propia seguridad. Si eso cambiara en Colombia, la paz podría ser posible, siendo un país donde un equipo recién ascendido como Uniautónoma, se le vincula con grupos paramilitares tras la encarcelación en diciembre de su ex rectora, Silvia Beatriz Gette Ponce.
Y sin embargo, el fútbol sí puede revertir las cosas en Colombia. Un deporte de masas, que arrastra pueblos que en lo político y frente al terrorismo perpetrado por los paramilitares, ha preferido muchas veces “comer callado” antes de pronunciarse por un deporte y una sociedad sin violencia. Sabiendo, quienes y donde están los culpables.  Más el ‘Picadito por la paz” ya tiene eco. El mismo jefe de la Delegación y segundo comandante en jefe de las FARC-EP, Iván Márquez, dijo:
“Nosotros reivindicamos la naturaleza del fútbol como patrimonio de nuestro pueblo. Es la actividad por excelencia en el descanso de los obreros, es el juego dominguero de los cabildos indígenas y del pueblo afrocolombiano, y es factor de unidad en todas las barriadas de la patria. Defendemos la alegría del picado bien jugado y el código de respeto de las banquitas callejeras. Sabemos igualmente de la creciente adhesión de los hinchas de todo el país a las distintas causas sociales y populares. Nos alegra ver en las tribunas banderas de solidaridad con el campesinado, el movimiento indígena, con los estudiantes y por la salud gratuita. Y también los pendones del Che. Esto es síntoma de una ciudadanía crítica, que no traga entero y que está perdiendo el temor a manifestarse”.
Como la mayoría de este pueblo, como los de Futbol Subverso, Pibe y Chicho quieren la paz para Colombia.  Y no de ahora. Desde hace unos años hacen parte del programa ‘Me la juego por las víctimas’, de la Unidad de Atención y Reparación para las Víctimas, que pretende dar confort a víctimas humanas del conflicto armado. Sólo falta definir fechas.  El Gobierno colombiano parece no tener voluntad; más, la esperanza sigue  en juego.